terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Santa Maria e o pecado da moralização

Por Gutierres Fernandes Siqueira

Eu particularmente não vi, mas muitos relataram que alguns evangélicos estavam postando nas redes sociais bobagens sobre a tragédia na boate Kiss de Santa Maria (RS). Uns diziam que se os jovens tivessem na igreja eles estariam vivos. Outros diziam que a tragédia é a manifestação da ira de Deus sobre a sociedade permissiva. É caso para chorar!

Deus sabe o quanto fiquei triste com essa tragédia. Cada rosto despertou em mim um sentimento de luto. Aquele jovem poderia ser um parente meu, quem sabe um irmão ou um primo. Ora, poderia ser um grande amigo ou um colega de faculdade. Números em tragédias são impessoais, mas rostos não! Dei graças a Deus que a minha congregação levantou um clamor pelo consolo das famílias. Infelizmente, em muitas tragédias a igreja esquece de orar, enquanto se apressa em explicar.

Mas por que esses evangélicos falaram besteiras? Em setembro de 2009, a jovem Gabriela Lacerda, 15 anos, morreu. Na balada? Não, ela morreu porque foi ao culto. Lacerda era uma das vítimas do desabamento do teto da Igreja Renascer em Cristo em São Paulo (SP). Em 1998, 25 pessoas morreram dentro de um templo da Igreja Universal em Osasco (SP). Se elas estivessem em suas casas não teriam morrido. Então, se você abriu a boca para falar “se eles tivessem na igreja estariam vivos” lembre, também, os templos sem manutenção provocam acidentes. A maioria de nós congregamos em templos sem nenhuma segurança. Sim, talvez você e eu corramos o mesmo perigo daqueles jovens. E há até igrejas que usam vereadores “evangélicos” para darem um “jeitinho” na prefeitura. Já pensou nisso?

Todas as vezes que uso a expressão “eu avisei” ou “bem feito”, logo me sinto em pecado.  Desde cedo Deus me incomoda quando abro a boca para usar essas palavras. Jogar na cara de alguém o erro com certo prazer de “arauto eficaz” é iniquidade. Sim, é transgressão quando você diz “eu avisei” para jogar ao desobediente o seu prazer mórbido no desastre dele. Isso se chama vaidade. É orgulho, o orgulho dos fariseus. É o pecado da moralização.

Vamos falar do pecado alheio? Sim, é claro, mas com dor no coração. Quando Jesus profere um longo discurso sobre os pecados dos fariseus Ele encerra dizendo: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste!” [Mateus 23.37]. Observe bem quanta lamentação, quanta dor no coração de Jesus com a incredulidade de Jerusalém. Se eu falo de pecado sem dor, eu peco. Motivo? Ora, estamos falando de seres humanos dos quais Cristo deu a Sua própria vida.

Portanto, nada dessas lições de moralismo de beato. Sejamos prudentes. Paulo disse a Tito: “Exorta semelhantemente os jovens a que sejam moderados”. [Tt 2.6 ARF], mas alguns versículos antes ele também exortou: “Ensine os homens mais velhos a serem sóbrios, dignos de respeito, sensatos, e sadios na fé, no amor e na perseverança” [Tt 2.2]. Será sobriedade, sensatez, fé sadia falar “bem feito” para jovens mortos em uma tragédia? Será amor e respeito mostrar o seu poder moralizador no calor da tragédia?

Tragédia não é para moralizar, é para chorar. Ah, mas foi juízo divino, diriam alguns. Bom, você sabe? Você conhece todos os caminhos de Deus? O pastor que morre de bala perdida dentro de um templo foi fulminado pelo juízo? Ou você pensa que quando pecas continuamente e nada acontece se isso não é uma forma terrível de juízo divino? Quando um grande terremoto destruiu a católica Lisboa de 1755, matando milhares, alguns religiosos descobriram os culpados que atraíram a ira divina: os protestantes!


Mães choram em Santa Maria! (imagem: Veja.com)


Sinceramente, é triste ter que escrever um texto como esse diante de tanta bobagem dita por evangélicos na instrumentalização de uma tragédia. Encerro com as sábias palavras de Jesus:
“Naquela ocasião, alguns dos que estavam presentes contaram a Jesus que Pilatos misturara o sangue de alguns galileus com os sacrifícios deles.Jesus respondeu: "Vocês pensam que esses galileus eram mais pecadores que todos os outros, por terem sofrido dessa maneira? Eu lhes digo que não! Mas se não se arrependerem, todos vocês também perecerão. Ou vocês pensam que aqueles dezoito que morreram, quando caiu sobre eles a torre de Siloé, eram mais culpados do que todos os outros habitantes de Jerusalém? Eu lhes digo que não! Mas se não se arrependerem, todos vocês também perecerão". [Lucas 13.1-5 NVI]
Fonte: Blog Teologia Pentecostal

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Cristãos admitem não ter “atitudes cristãs”

Pesquisa online chama atenção para comportamento


O falso cristianismo usa máscaras para cada ocasião 
Uma pesquisa online, encomendada pelo grupo cristão do Texas Changing the Face of Christianity Inc. [Mudando a cara do cristianismo] foi divulgada esta semana. Embora não tenha intenção de ser uma análise científica, trata-se de uma amostragem para identificar como os cristãos vivem os ensinamentos de Jesus. Pelos dados apresentados, descobriu-se que um em cada quatro crentes admite que não é “muito cristão” em sua rotina de vida.

Os dados foram coletados ao longo de 22 meses, com 8.475 pessoas respondendo a um breve questionário de 10 perguntas. “Os resultados são preocupantes, como cerca de 25% dos cristãos admitindo que raramente vivem os ensinamentos de Jesus Cristo”, disse R. Brad White, fundador do grupo. “Nossa missão é reverter os estereótipos negativos sobre os cristãos, ajudando-os a se tornam mais semelhantes a Jesus Cristo. Nosso objetivo é trabalhar com as igrejas locais e ajudar a transformá-los em cristãos espiritualmente maduros que possam representar melhor a nossa fé diante do mundo”. Ainda segundo a pesquisa, 3.6% se consideram “longe de Cristo” e 24.8% dizem ser “cristãos mundanos”.

Do lado positivo, 38.1% se consideram “bons cristãos” e 33.5% são do grupo identificado como “cristãos espiritualmente maduros”. “Apenas um pouco mais de um terço dos cristãos acreditam que sua vida é consistente com sua fé”, disse White. “Estes são os cristãos espiritualmente maduros, com transformação cristã legítima, que representam Jesus Cristo bem através de suas palavras e ações. Estes cristãos se envolvem com o mundo de uma forma positiva e amorosa e realmente trazem glória a Deus”.

A pesquisa procurou abordar não apenas os hábitos pessoais, como o tempo gasto lendo a Bíblia ou em oração. Foram apresenta várias questões sobre como a pessoa reage ao ser ofendido no trânsito, como trata os homossexuais ou o que faz ao descobrir que um amigo está traindo a esposa.

Toda vez que o questionário identificou alguém classificado como “espiritualmente maduro”, a pessoa recebe uma mensagem que diz: “Nós precisamos de você em nossa equipe… de verdade. Suas respostas sugerem que você é um cristão maduro, tem uma relação forte de amor com Cristo e com os outros, é um modelo para os outros em sua caminhada cristã”.

Você pode responder o Quiz aqui (em inglês).

Fonte da notícia: Notícias GospelPrime
Fonte da imagem: WebDesignFM

O perigo da teologia sem a ortopraxia

Por Samuel Torralbo

O termo “ortodoxia” é empregado pelos protestantes para se referir ao sumario de doutrinas basilar da fé judaica cristã. No grego a palavra é formada por “órthos” (reto) e “doxa” (opinião), que indica “crença correta”. De modo que, enquanto a ortodoxia mantém a consciência universal da revelação e obra de Deus na historia e na encarnação de Cristo, a heterodoxia (inconformidade doutrinaria) é caracterizada pelas associações com teologias liberais e modismos doutrinários ao longo da historia.

Em tempos como o nosso, onde o avanço da relativização teológica é bastante comum, é vital para a igreja manter os fundamentos bíblicos da fé cristã.

É importante também destacar que, na historia do cristianismo a doutrina ortodoxia contou com os apologistas, que defenderam a fé cristã enfrentando as heresias que surgiam do lado externo (extra muro), enquanto que , os polemistas defendiam a doutrina bíblica do lado de dentro (intra muro), no próprio contexto eclesiológico.

Porém, o maior desafio da teologia cristã nunca esteve atrelada somente aos enfrentamentos apologéticos em relação às doutrinas heterodoxias, mas o principal desafio teológico sempre foi alcançar o sucesso de aplicar na vida pratica do discípulo de Cristo os ensinamentos Bíblicos. De modo que, enquanto a ortodoxia é a crença correta, a ortopraxia -“órthos” (reto) e “praxe” (pratica) é a ação correta.

Sendo assim, a vida cristã de certo modo não subsiste apenas através do entendimento doutrinário bíblico, mas principalmente na aplicação dos ensinamentos nas contingencias reais e praticas da vida comum em comunidade e sociedade.

A verdade crida e seguida deve também ser vivida e praticada. O cristão não pode em razão de preservar a sua fé se esquecer da responsabilidade de vivê-la no mundo. A igreja cristã deve aceitar o desafio de contrariar o espírito do tempo presente, saindo para minar os campos alheios, senão a igreja ira perder a sua verdadeira identidade de serem luz e sal da terra.

Em síntese, a vida cristã não resume em códigos de uma cartilha religiosa, gerando alienação ou deformação na vida pratica, mas de contrapartida, a teologia e a fé cristã possibilitam que o discípulo seja inserido no caminho da vida, influenciando assim, o mundo através da graça de Deus em Cristo Jesus.

Primeiro vi no Genizah

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Feliz Natal!


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Recital na PIB de Palmas (2dez12)

Durante este mês, na Primeira Igreja Batista de Palmas, vários eventos musicais estarão sendo realizados!

No último domingo (2) ocorreu um Recital Natalino Instrumental, com músicos da igreja e também convidados. Abaixo você pode conferir algumas canções executadas por eles.

No próximo domingo, a partir das 18h também ocorrerá um Recital Natalino, só que desta vez Vocal, com participação de solistas, coros e grupos musicais da igreja. Venha prestigiar!












Agradecimentos à irmã Val Medeiro pelos vídeos postados em seu canal no Youtube.

História: Coral da PIB de Palmas (1994)

Uma raridade!

Sob o comando da missionária Berta Lou Hope, o Coral da PIB de Palmas apresenta a cantata "Noite de Milagres", no dia 4 de dezembro de 1994.

O vídeo tem apenas 18 minutos, e foi transcodificado possivelmente de uma fita VHS.

A gravação foi no antigo templo da PIB (ainda aquele da capela pré-moldada), mas desconhece-se quem realmente quem fez a filmagem!

O Coral da PIB de Palmas é um dos mais antigos da Capital do Tocantins.

Foi formado pela missionária Berta Hope ainda em 1993.



Fonte: Vídeo cedido pelo irmão José Renato Guimarães.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Coral da PIB Palmas no Canto Coral 2012

Participação do Coral da PIB de Palmas no Canto Coral 2012, da Fundação Jaime Câmara, em Palmas.

O vídeo foi gravado a partir da exibição do programa Frutos da Terra, exibido pela emissora neste sábado (1° de dezembro)...